RJ-106 em Maricá tem 11 radares ativos e obras de recapeamento paradas há mais de um ano

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DER-RJ mantém fiscalização eletrônica em pleno funcionamento, mas não dá previsão de retomada dos serviços de pavimentação no trecho

Os motoristas que utilizam diariamente a RJ-106 no trecho de Maricá convivem com uma contradição difícil de ignorar: enquanto 11 equipamentos de fiscalização eletrônica de velocidade operam sem interrupção entre os quilômetros 13 e 38,2, as obras de recapeamento do pavimento estão paralisadas há mais de um ano, sem qualquer previsão de retomada por parte do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ).

A situação foi constatada pelo Jornal de Maricá a partir de consulta ao sistema oficial de radares fixos do DER-RJ, disponível em sgitp.der.rj.gov.br/radares-fixos. Os equipamentos, todos homologados pelo Inmetro e em operação das 6h às 22h, estão distribuídos entre as localidades de Maricá, Inoã, São José do Imbassaí, Manoel Ribeiro e Espraiado.

Os pontos de radar no trecho de Maricá

KMLocalidadeTipoLimite
13,0MaricáControlador de Velocidade60 km/h
14,0InoãRedutor de Velocidade50 km/h
14,0InoãRedutor de Velocidade50 km/h
17,2MaricáControlador de Velocidade60 km/h
17,6MaricáControlador de Velocidade60 km/h
18,8São José do ImbassaíControlador de Velocidade60 km/h
19,3São José do ImbassaíControlador de Velocidade60 km/h
23,4São José do ImbassaíControlador de Velocidade60 km/h
23,7São José do ImbassaíControlador de Velocidade60 km/h
28,0MaricáRedutor de Velocidade50 km/h
37,2Manoel RibeiroControlador de Velocidade60 km/h
37,2Manoel RibeiroControlador de Velocidade60 km/h
38,2EspraiadoRedutor de Velocidade50 km/h

Pavimento degradado, obras sem prazo

O recapeamento da RJ-106 no trecho de Maricá chegou a ser iniciado, gerando expectativa entre moradores e usuários da via. No entanto, os serviços foram interrompidos e a rodovia segue com trechos em estado crítico de conservação — buracos, remendos improvisados e irregularidades que comprometem tanto a segurança quanto os veículos de quem trafega pelo local diariamente.

O DER-RJ, órgão estadual responsável pela conservação e administração da rodovia, não divulgou nenhuma nota oficial sobre o prazo de retomada. O Jornal de Maricá encaminhou questionamentos ao órgão e aguarda resposta.

Fiscalização sem conservação

Para moradores e motoristas, o quadro resume bem a relação do DER-RJ com Maricá: a arrecadação por meio de multas segue garantida, enquanto a obrigação básica de manter a via em condições seguras de tráfego permanece sem cumprimento.

A RJ-106 é a principal via de acesso entre Maricá e a região metropolitana do Rio de Janeiro, utilizada por dezenas de milhares de pessoas todos os dias. A paralisação das obras impacta diretamente a segurança viária, o tempo de deslocamento e a qualidade de vida da população do município.

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