Guarda Municipal de Maricá ganha coletes balísticos individuais; cada agente poderá levar para casa

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A Guarda Municipal de Maricá deu mais um passo no processo de reestruturação da segurança pública do município. Cada agente da corporação passará a ter um colete balístico acautelado em seu nome — equipamento que poderá ser levado para casa e usado tanto no serviço quanto fora dele.

O anúncio foi feito pelo secretário de Segurança Cidadã, coronel Júlio Veras, em vídeo publicado pela Guarda Municipal. Para ele, a medida representa uma virada para a categoria. “É uma conquista histórica para nossa categoria e devemos isso muito à visão e à preocupação do nosso prefeito Washington Quaquá”, declarou.

Processo de armamento em fase avançada

A distribuição dos coletes integra um conjunto mais amplo de ações. Após a aprovação da Câmara de Vereadores, o prefeito Washington Quaquá assinou o decreto que regulamenta o porte de armas pela corporação, estabelecendo normas, critérios e procedimentos para a atuação armada dos agentes.
A Prefeitura formalizou o Termo de Adesão junto à Polícia Federal no Diário Oficial da União, dando início às etapas exigidas pela legislação federal para a concessão do porte institucional de arma de fogo. O processo é longo e criterioso: os guardas passarão por testes psicológicos, análise de histórico, treinamento técnico e avaliação prática antes de estarem aptos ao uso de armamento.

O que muda na prática

Com o armamento, a Guarda Municipal amplia significativamente sua capacidade de resposta. Até então, ocorrências envolvendo indivíduos armados não eram de responsabilidade direta da corporação. Com o porte, os agentes poderão atuar em qualquer tipo de ocorrência no município, sempre em apoio à Polícia Militar e à Polícia Civil.
O arsenal previsto inclui pistolas, fuzis e carabinas. Há ainda previsão de aquisição de dois veículos blindados por meio de adesão a uma ata da Polícia Militar do Distrito Federal.

Controle e fiscalização

A ampliação do poder de fogo vem acompanhada de mecanismos de controle. Todos os agentes armados serão obrigados a usar câmeras corporais, com imagens monitoradas pela Corregedoria da Guarda Municipal e pelo Ministério Público. A cidade já opera mais de 3 mil câmeras 24 horas por dia pelo Centro Integrado de Observação e Segurança Pública (Ciosp), com tecnologia de reconhecimento facial e leitura de placas.

Todo o investimento será custeado com recursos da própria Secretaria de Segurança Cidadã, sem impacto no orçamento das demais áreas da administração municipal. O efetivo atual da corporação é de aproximadamente 420 agentes.

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