Um caso confirmado de mpox e dois suspeitos no mesmo núcleo familiar. Esse é o cenário revelado pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) na quarta-feira (06/05), após um dia de apreensão na comunidade escolar de Jaconé, em Maricá. As informações são do portal de notícias Maricá Info.
Reunião de emergência na escola
Tudo começou pela manhã, quando a direção da Escola Municipal Professora Dilza de Sá Rego convocou uma reunião com pais e responsáveis após a circulação de informações sobre um possível caso de mpox — conhecida popularmente como “varíola dos macacos” — envolvendo um aluno da unidade. O objetivo era esclarecer a situação, orientar as famílias e apresentar os protocolos adotados pela escola diante da repercussão.
A preocupação foi imediata. Muitos responsáveis passaram a questionar os riscos de transmissão dentro do ambiente escolar e cobrar respostas das autoridades.
Estado confirma: homem, mulher e criança do mesmo núcleo familiar
No fim do dia, a SES-RJ prestou esclarecimentos oficiais. Em nota enviada ao Maricá Info, o órgão informou que Maricá integra a região de saúde Metropolitana II, que registrou ao todo 38 casos — sendo 24 descartados, 1 provável, 4 em investigação e 9 confirmados.
Sobre o caso específico do município, a secretaria informou que no dia 06/05/2026 a Gerência de IST/Aids da SES-RJ foi comunicada sobre um caso confirmado de mpox em um homem residente em Maricá, além de dois casos suspeitos no mesmo núcleo familiar: uma mulher e uma criança. Todos receberam orientações sobre isolamento domiciliar e medidas de controle e prevenção. A criança segue em isolamento e é acompanhada pela rede de saúde municipal.
Como é feito o tratamento
Segundo a SES-RJ, o tratamento é baseado em medidas de suporte clínico, com foco em aliviar sintomas, prevenir complicações e evitar sequelas. A maioria dos casos evolui de forma leve a moderada.
O que é a mpox e como se transmite
A mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. Os sintomas incluem erupções na pele, inchaço nos gânglios, febre, dores de cabeça e no corpo, calafrios e sensação de cansaço. O número de lesões pode variar muito entre os pacientes. As erupções tendem a aparecer no rosto, nas palmas das mãos e na planta dos pés, mas podem surgir em qualquer parte do corpo, inclusive na região genital.
Entre humanos, a transmissão ocorre principalmente por contato pessoal prolongado com lesões de pele ou fluidos corporais de pessoas infectadas, ou ainda por objetos recentemente contaminados, como toalhas e roupas de cama. A transmissão por gotículas requer contato mais próximo com o infectado. Animais silvestres, como roedores, também podem transmitir o vírus.
O diagnóstico é confirmado em laboratório, por teste molecular ou sequenciamento genético. No estado do Rio, os casos estão mais concentrados na capital.
O período de incubação — tempo entre o contato com o vírus e o início dos sintomas — é tipicamente de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
Município acompanha o caso
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Maricá informou que “o caso suspeito está sendo acompanhado pela Vigilância em Saúde. As secretarias de Saúde e Educação monitoram a situação de forma integrada, seguindo todos os protocolos sanitários.”
O que fazer em caso de suspeita
A SES-RJ reforça: em caso de sintomas suspeitos de mpox, é fundamental procurar uma unidade de saúde para atendimento médico. Informações atualizadas sobre a doença estão disponíveis no portal Monitora RJ, da Secretaria de Estado de Saúde, em monitorarj.saude.rj.gov.br, na aba “Vigilância em Saúde”, opção “Mpox”.

