Quaquá denuncia livros abandonados em galpão e questiona compras de R$ 101 milhões em Maricá

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Prefeito atribui aquisições à gestão anterior e anuncia providências para responsabilizar envolvidos; valor do estoque e suspeita de superfaturamento dependem de comprovação

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), denunciou a existência de livros e materiais escolares que, segundo ele, foram comprados pela administração anterior e ficaram armazenados sem chegar aos alunos da rede municipal. Em publicação nas redes sociais, o prefeito citou R$ 101 milhões em aquisições no último ano da gestão passada e acusou o governo antecessor de desperdício de dinheiro público.

“Esse material nunca foi pras escolas nem pras crianças nem pra nenhuma biblioteca!”, escreveu. Na mesma publicação, afirmou que os livros estavam “entulhados em galpões, misturados com brinquedos e outros materiais escolares esquecidos”.

A denúncia faz referência à administração do ex-prefeito Fabiano Horta (PT). Segundo Quaquá, as compras mencionadas foram realizadas apenas no último ano daquele governo.

Prefeito anuncia providências

Além de questionar a falta de distribuição, Quaquá acusou a gestão anterior de realizar compras superfaturadas. A publicação apresentada, porém, não traz contratos, notas fiscais, comparação de preços ou relatório de auditoria que permita comprovar essa suspeita.

“Dinheiro público é coisa séria e a verdade precisa aparecer. Vamos tomar todas as providências cabíveis para responsabilizar os envolvidos e garantir que o dinheiro do imposto do cidadão seja respeitado”, declarou.

O prefeito não detalhou, no texto divulgado, quais medidas serão adotadas, os responsáveis pelas compras ou um prazo para a apuração. Também não informou quando os materiais em condições de uso poderão ser destinados às escolas e bibliotecas.

Valor dos materiais precisa ser esclarecido

Os R$ 101 milhões correspondem ao montante de compras atribuído pelo prefeito ao último ano da gestão anterior. A cobertura localizada sobre o caso ressalta que esse número não equivale a uma avaliação comprovada dos materiais encontrados nos galpões.

Embora as imagens mostrem livros armazenados, elas, isoladamente, não permitem determinar o valor do estoque, o tempo de permanência no local ou a extensão de eventuais danos. As alegações de abandono e superfaturamento são do prefeito e dependem de apuração documental.

Não foi localizada, nas fontes consultadas para este texto, uma manifestação de Fabiano Horta especificamente sobre essa denúncia.

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