A rede municipal de ensino de Maricá mantém um projeto voltado exclusivamente para idosos que vai além da alfabetização: a Escola de Idosos, vinculada à secretaria de Educação, funciona em duas unidades — no Campus de Educação Pública Transformadora (CEPT) Leonel Brizola, em Itaipuaçu, e no Centro — e tem apresentado resultados concretos na saúde mental e na qualidade de vida dos participantes.
O programa integra a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) e atende desde o Ensino Fundamental I até o II. Além do conteúdo escolar, as turmas contam com materiais didáticos e telas interativas para atividades culturais — uma estrutura pensada para estimular o raciocínio e reduzir o isolamento social, problema comum entre a população idosa.
Os efeitos vão além da sala de aula. Segundo a gerente de ensino de Educação para Idosos, Adriana Ribeiro, há casos documentados de melhora em quadros de depressão e retardo no avanço de doenças neurodegenerativas.
“O projeto resgata a autonomia do idoso em suas atividades cotidianas. Temos resultados que comprovam a reversão de quadros de depressão e o retardamento de doenças como o Alzheimer por meio do incentivo cognitivo, oferecendo bem-estar integral”, destacou Adriana.
Para quem frequenta as aulas, a mudança é sentida no dia a dia. Joelma Almeida, de 75 anos, é aluna em uma das unidades e conta que realizar o sonho de estudar mudou sua perspectiva de vida.
“Sempre tive o sonho de estudar e realizei esse desejo na Escola de Idoso. É gratificante aprender coisas novas, ter o apoio de professores maravilhosos e fazer amigos. Esse projeto me transformou em uma pessoa mais feliz e forte”, ressaltou.

