Unidade será instalada no Centro, no prédio da antiga Clínica Médica Maricá, e terá acesso por encaminhamento das Unidades de Saúde da Família
Gestantes de alto risco, mulheres e crianças que precisam de acompanhamento especializado terão uma nova unidade de referência em Maricá. A Prefeitura está adaptando o prédio da antiga Clínica Médica Maricá (CMM), no Centro, para receber o Centro Materno Infantil (CMI), próximo ao Hospital Municipal Conde Modesto Leal.
A estrutura terá três pavimentos e reunirá consultas, exames e outros serviços da rede municipal de saúde. De acordo com a Prefeitura, a intenção é reduzir a necessidade de deslocamento entre diferentes unidades durante o acompanhamento.
O acesso ao centro dependerá de encaminhamento pelas Unidades de Saúde da Família (USFs), conforme a necessidade de assistência especializada. Após esse atendimento, os pacientes continuarão o acompanhamento de rotina na unidade de referência.
Acompanhamento da gravidez e apoio no pós-parto
Entre os serviços previstos está o pré-natal de alto risco, voltado a gestações que exigem maior atenção, como nos casos de hipertensão e diabetes. O setor contará com consultórios de obstetrícia e medicina fetal, ultrassonografia, Doppler e cardiotocografia.
Também estão previstas coleta de exames laboratoriais, vacinação, assistência multiprofissional e atendimento odontológico durante o pré-natal.
Segundo o secretário de Saúde, Marcelo Velho, o planejamento busca permitir que a gestante tenha acesso a diferentes cuidados no mesmo endereço.
“Estamos estruturando um processo de atendimento ágil e resolutivo, no qual a gestante pode realizar a consulta, os exames e a vacinação no mesmo local”, afirmou.
O centro também terá um espaço de acolhimento para gestantes e mães que amamentam. A gerente de Saúde da Criança e do Adolescente, Aline Peixoto, explicou que o atendimento ajudará a esclarecer dúvidas sobre o aleitamento e a lidar com dificuldades como fissuras e dores nas mamas.
A orientação também abordará inseguranças relacionadas à quantidade de leite produzida e à ideia de “leite fraco”, buscando evitar a interrupção da amamentação por falta de apoio.
Saúde da mulher e acolhimento a vítimas de violência
A área de diagnóstico contará com salas para histeroscopia e colposcopia, equipadas com banheiro privativo para higiene e recuperação após os procedimentos. A estrutura incluirá ainda consultórios de mastologia e apoio diagnóstico.
Outro serviço previsto é a Sala Lilás, destinada ao acolhimento especializado de mulheres vítimas de violência. O espaço ficará em uma área mais reservada da unidade para preservar a privacidade das pacientes.
A fisioterapia pélvica também integrará os atendimentos, com assistência a gestantes, mulheres no pós-parto e na transição para a menopausa.
Atendimento infantil
Para as crianças, o novo centro reunirá ambulatórios de alergologia, endocrinologia, gastroenterologia, pneumologia e cardiologia.
O projeto prevê acessibilidade nos diferentes setores, com sanitários adaptados para pessoas com deficiência, consultórios com espaço para circulação e mobiliário inclusivo.
O material divulgado pela Prefeitura não informa a previsão de inauguração do Centro Materno Infantil.

