Projeto-piloto pretende impedir que lixo avance pelo curso d’água e gerar dados para futuras ações ambientais no município
A Prefeitura de Maricá iniciou estudos técnicos para instalar uma ecobarreira no Rio Mumbuca, na região central da cidade. A proposta é criar uma estrutura capaz de interceptar resíduos sólidos que ficam flutuando na água, como plásticos, embalagens e outros materiais descartados irregularmente.
O projeto está sendo desenvolvido pela Secretaria de Transição Climática e Resiliência Ambiental e, inicialmente, funcionará de forma experimental. Os resultados obtidos no Rio Mumbuca poderão servir como referência para a instalação de novas estruturas em outros rios e canais do município.
A ecobarreira será formada por um sistema modular instalado na superfície do rio, utilizando rede de nylon e cabos de aço. A própria correnteza direcionará os resíduos até a barreira, evitando que parte desse material continue sendo carregada pelo curso d’água.
Resíduos serão pesados e classificados
Além de retirar o lixo do rio, o projeto prevê um trabalho de levantamento sobre os materiais recolhidos.
A operação será dividida entre a Secretaria de Transição Climática e a Autarquia de Serviços de Obras de Maricá (Somar). A secretaria ficará responsável pelo acompanhamento da ecobarreira e pela identificação da necessidade de limpeza.
Quando houver acúmulo de resíduos, equipes da Somar deverão realizar a retirada do material, além da pesagem, classificação e destinação adequada.
Com isso, o município pretende identificar quais tipos de resíduos aparecem com maior frequência e reunir informações que possam auxiliar no planejamento de novas ações ambientais.
Projeto poderá chegar a outros rios de Maricá
A experiência no Rio Mumbuca também deverá ajudar a Prefeitura a definir se outras regiões de Maricá poderão receber ecobarreiras.
A escolha dos futuros locais deverá considerar fatores como a quantidade de resíduos encontrados, as características dos cursos d’água e a eficiência observada durante o projeto-piloto.
Segundo a Prefeitura, os dados também poderão contribuir para campanhas de educação ambiental e ações direcionadas aos locais onde forem identificados maiores índices de descarte irregular.
Medida também busca reduzir impactos das chuvas
A implantação da ecobarreira é apresentada pelo município como parte de uma estratégia preventiva relacionada à preservação dos rios e aos efeitos provocados por períodos de chuva intensa.
Durante temporais, resíduos descartados em ruas, terrenos e margens de rios podem ser arrastados para a rede de drenagem e para os cursos d’água, aumentando o acúmulo de lixo e agravando problemas ambientais.
O secretário de Transição Climática e Resiliência Ambiental, Richard Alter, afirmou que a experiência no Mumbuca será utilizada para avaliar uma possível expansão do projeto.
“Começamos pelo Rio Mumbuca para aprender com essa experiência e, a partir dos resultados, avaliar a ampliação para outros pontos do município. É uma iniciativa que contribui para manter nossos rios mais limpos, gerar informação e fortalecer a capacidade do município de se preparar para os desafios ambientais e climáticos dos próximos anos”, afirmou.
Ainda não foi divulgado um prazo para a instalação e o início da operação da primeira ecobarreira.

