Maricá entra em alerta com previsão de ressaca e ondas de até 3 metros

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A Marinha do Brasil emitiu um alerta de ressaca para o litoral entre São Paulo e o Rio de Janeiro, com previsão de ondas que podem chegar a 3 metros de altura. O aviso acende atenção especial em Maricá, cidade que possui cerca de 46 quilômetros de litoral e praias de mar aberto, onde a força das ondas costuma ser sentida com intensidade.

O alerta vale a partir desta quinta-feira e segue até sábado. Em Maricá, a recomendação é de cuidado redobrado em toda a orla, especialmente em praias como Itaipuaçu, Barra de Maricá, Guaratiba, Cordeirinho, Ponta Negra e Jaconé.

Apesar de muita gente associar ressaca apenas a ondas grandes e imagens impressionantes, o fenômeno pode representar risco real para banhistas, pescadores, surfistas, moradores e também para imóveis próximos à faixa de areia.

Força do mar já causou destruição em Maricá

Em Maricá, os efeitos das ressacas não são novidade. Um dos pontos mais conhecidos pelo avanço do mar fica na região da Rua 64, em Guaratiba, onde residências já foram atingidas pela força das ondas.

Ao longo dos últimos anos, moradores dessa área acompanharam de perto a erosão costeira avançar sobre construções próximas à praia. Em alguns casos, imóveis chegaram a ser danificados e estruturas foram destruídas pela força do mar.

O cenário serve de alerta para quem mora ou frequenta áreas mais expostas da orla. Quando há previsão de ressaca, o risco não está apenas dentro da água. Ondas fortes podem avançar sobre a faixa de areia, atingir muros, quiosques, ruas, veículos e pessoas que se aproximam demais para filmar ou tirar fotos.

Litoral extenso aumenta pontos de atenção

Com 46 quilômetros de litoral, Maricá tem uma das faixas costeiras mais extensas da Região Metropolitana do Rio. Essa característica é um dos grandes atrativos turísticos da cidade, mas também exige monitoramento constante em períodos de mar agitado.

Praias como Itaipuaçu e Ponta Negra costumam receber grande número de moradores e visitantes, inclusive para banho, caminhada, pesca e prática de esportes. Já trechos como Guaratiba e Cordeirinho têm histórico de preocupação por causa da proximidade de construções com a linha do mar.

Durante o período do alerta, a orientação é evitar banho de mar, não caminhar sobre pedras ou áreas escorregadias, não se aproximar de pontos onde as ondas estejam quebrando com força e não tentar registrar imagens em locais de risco.

Cuidados durante o alerta de ressaca

A recomendação para moradores e visitantes é simples: não subestimar a força do mar.

Quem estiver na orla deve manter distância da água, evitar permanecer em áreas próximas a muros ou estruturas já comprometidas e seguir as orientações da Defesa Civil, da Marinha e dos órgãos municipais.

Pescadores, surfistas e donos de embarcações também devem acompanhar os avisos oficiais antes de qualquer atividade no mar. Em caso de emergência, a orientação é acionar os órgãos competentes e evitar tentativas de resgate sem apoio especializado.

Ressaca reacende debate sobre ocupação da orla

O novo alerta também reacende uma discussão antiga em Maricá: a ocupação de áreas próximas ao mar.

Em pontos como a Rua 64, em Guaratiba, o avanço das ressacas mostra como a urbanização em áreas costeiras pode se tornar vulnerável diante da força da natureza. A cada novo evento de mar agitado, moradores voltam a cobrar atenção para obras de contenção, monitoramento ambiental e planejamento urbano na faixa litorânea.

Maricá cresceu muito nos últimos anos, mas o litoral continua sendo uma área sensível. A preservação da restinga, o controle da ocupação irregular e o acompanhamento da erosão costeira são temas que ganham ainda mais importância em períodos de ressaca.

Enquanto o alerta estiver em vigor, a orientação é evitar riscos, acompanhar os comunicados oficiais e redobrar a atenção em toda a orla da cidade.

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